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Promover a sustentabilidade do meio ambiente marinho brasileiro, apoiando e desenvolvendo ações integradas com os diversos setores da sociedade, buscando a conscientização e implementação de procedimentos operacionais para armadores, empresas de navegação, governo e a sociedade civil, para a garantia da preservação das espécies nativas no ambiente aquático brasileiro.

 

NOTÍCIAS
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Siri invasor pode extinguir espécie nativa do MA
Um siri invasor pode extinguir espécies nativas do Maranhão. A espécie Charybdis hellerii, originária do Oceano Pacífico, foi trazida por navios que atracam no complexo portuário da capital. Através da água de lastro - levada em porões de navios de carga como contra-peso, para que as embarcações possam ter estabilidade - as larvas do siri invasor, conhecido como Siri Bidu, foram veiculadas na Baía de São Marcos.

A proliferação do siri invasor pode acabar com a espécie nativa, garantia de alimentação e renda de várias famílias de catadores de siri. Por isso, pesquisadores da Empresa Júnior de Biologia da UFMA (Mutual) desenvolvem um projeto com o objetivo de fornecer aos catadores de siri, alternativas que visem o aproveitamento da espécie invasora, diminuindo a pressão de caça sobre a espécie nativa.

Segundo a pesquisadora e gerente de projetos da Mutual, Bruna Martins, o projeto tem três áreas de pesquisa: a parte biológica, para saber qual o status populacional e obter dados morfométricos do Siri Bidu; a nutricional, que busca saber o valor nutricional dessa espécie e elaborar receitas alternativas para aplicar nas comunidades catadoras; e a social, com palestras sobre higiene, boa alimentação, educação ambiental e aplicação das receitas elaboradas para aumentar o consumo do Siri Bidu.

O invasor, identificado no Maranhão em 2002, se reproduz mais rápido que a espécie nativa. Visto que as duas competem pelo mesmo alimento, algas e pequenos crustáceos, o Siri Bidu leva vantagem por estar em grande quantidade e ser bastante agressivo.

De acordo com o pesquisador e gerente de marketing da Mutual, Randolfo Azevedo, a princípio, o trabalho é feito no Araçagy, mas deve-se fazer também na raposa pela grande concentração de catadores de siri. A coleta para estudo é mensal, acompanhando a época em que a maré está mais baixa, explica Randolfo.

A população da região já provou o siri, mas não têm o hábito de consumir a espécie invasora, por esse motivo o projeto, iniciado em maio deste ano, visa ações para diminuir a competição entre o siri invasor e o siri nativo.

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