A maior parte dos barcos vistoriados nos clubes náuticos pelo Ibama/RS e que estão na água há algum tempo, revelam a presença do mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) em seus cascos. As vistorias foram feitas na quarta (20) e quinta-feira (21) por três equipes nos clubes da Zona Sul de Porto Alegre, nos clubes localizados próximos à BR-116 na saída da Capital, nas ilhas das Flores, da Pintada e do Pavão e nos clubes de Eldorado do Sul, com o objetivo de verificar a presença do molusco e orientar os praticantes de esportes náuticos quanto às medidas de prevenção no transporte e deslocamento dos barcos.
Duas equipes já concluíram seus relatórios: a analista ambiental Kátia Regina Aurich, que coordenou a equipe nas ilhas do Guaíba e em Eldorado do Sul revela que os barcos que se encontram estacionados em terra firme ou em galpões estão limpos e não apresentam presença do mexilhão-dourado, ao contrário dos que se encontram na água. Os deques dos clubes também apresentam grande quantidade de mexilhão em suas paredes no nível da água. Ela revela ainda que divulgou a necessidade de se ter cuidado com as larvas da espécie exótica invasora (EEI) - um dos principais fatores de proliferação - que não são vistas à olho nu e acabam sendo transportadas e contaminando outros locais.
Kátia Aurich aconselha os proprietários a manterem sempre seus barcos limpos utilizando uma mistura de uma colher de água sanitária diluída em um litro de água; além de verificar se há incrustações no barco e raspá-las. A equipe coordenada por ela vistoriou 40 barcos em Eldorado do Sul; 80 na Ilha das Flores; 55 na ilha da Pintada e 49 na Ilha do Pavão.
A situação se revelou praticamente a mesma com nos clubes próximos à BR-116. Os barcos guardados fora da água não apresentam a presença do mexilhão-dourado. Segundo o analista ambiental Dorival José Reis da Silva, a presença do mexilhão é constatada no nível da água, e em grande quantidade. Ele vistoriou nove embarcações no clube de Regatas Vasco da Gama; seis no clube Grêmio Almirante Tamandaré; três no Corpo de Bombeiros - Grupo de Busca e Salvamento; 12 embarcações na Marina Pública; 28 no Clube Náutico União; três no clube de Regatas Guaíba Porto Alegre e no clube de Regatas Almirante Barroso, o responsável não estava e foi deixada uma notificação para se apresentar ao Ibama/RS.
Nesta sexta-feira (22) deverá ser divulgado o relatório da vistoria nos clubes náuticos da zona sul de Porto Alegre. Além destas atividades na Região Metropolitana, foi realizada na quarta-feira (20) uma oficina de formação de multiplicadores de informações sobre os problemas relacionados à espécie exótica invasora (EEI), no auditório da FURG, em Rio Grande. (Maria Helena Firmbach Annes/ Ibama)