Clipping 25 de Fevereiro de 2010
Navios-tanques estão roubando água da Amazônia para levar para o Exterior
Além de o rio Madeira estar sendo destruído pela construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia, as águas que ele despeja no Amazonas estão sendo levadas para navios-tanques piratas que estão invadindo a região, fazendo o tráfico de água doce no Brasil para o Exterior.
Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água dos rios que formam o Amazonas, a principal vítima dos hidropiratas. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio e Caribe. Nesse comércio, a nova tecnologia introduzida no transporte transatlântico de água são as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, explica a revista Consulex.
O transporte internacional de água também já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa, Oriente Médio e Extremo Oriente, até para a China.
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Curiosidades sobre Água de Lastro e Espécies
Navios mercantes transportam mais que 80% das commodities mundiais e são essenciais para a economia mundial. O transporte de bens por navios tem aumentado constantemente, e novos destinos tem sido alcançados.
Todos os navios cargueiros necessitam da água de lastro e não existem produtos substitutos para o lastreamento.
A IMO (International Maritime Organization da ONU) estima que 12 bilhões de toneladas de água de lastro são transportadas anualmente ao redor do mundo.
A IMO estima que cerca de 4.500 espécies são transportadas pela água de lastro pela frota mundial a qualquer momento.
A cada nove semanas uma espécie marinha invade um novo ambiente em algum lugar do globo.
As espécies marinhas exóticas são consideradas uma das quatro ameaças aos nossos oceanos.