A disseminação em rios de um tipo de mexilhão trazido da Ásia está deixando hidrelétricas em alerta pelo país. O molusco, de duas conchas, adere a superfícies duras, pode entupir tubulações, parar máquinas e elevar gastos com manutenção.
Vista pela primeira vez no país em 1999, em Porto Alegre, a espécie Limnoperna fortunei se espalhou pela bacia do Paraná, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O molusco foi trazido ao país pela água de lastro de navios. Para especialistas, é questão de tempo para atingir outras bacias.
A Cemig (energética mineira) se prepara para enfrentar pela primeira vez o molusco, na usina de São Simão, em Goiás. A espécie é vista a 30 km da unidade. Um projeto de modernização prevê implantar a partir de 2012 um sistema que injeta dentro das unidades geradoras uma substância que evita que mexilhões grudem.
Cada limpeza feita dura cerca de quatro dias e causaria prejuízo de mais de R$ 1 milhão para cada unidade geradora.